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captain's_log.miguelcoutinho@theweb 

 

por miguelcoutinho...enjoy

[..2003/11/02..]

Domingo à noite e a única coisa que me apetece fazer é dizer mal da Operação Triunfo.

Irrita-me o pretensiosismo parolo do programa, sempre a apregoar trabalho. Tenho alguns problemas em perceber a extrema dificuldade requerida para passar três meses instalados principescamente, com todas as mordomias e a comer e a beber à pala. Ainda por cima a aprender músicas que, na maioria das vezes, estão, ou já estiveram, nos tops e, por isso, são simples e fáceis de assimilar. Tudo o resto é fogo de artifício e manigâncias de produtores televisivos.

Em suma, aquilo não passa de um programa de televisão de massas que põe uns miúdos a cantar um karaoke de produção "fancy".

 

[..2003/10/31..]

Receita para um fim de semana de intempérie:

::1 lareira (para quem não tem, pode facilmente construir uma consultando as instruções)

::1 sofá confortável

::1 manta (Q.B.)

::1 livro

::1 CD

::1 chávena de leite com chocolate (pode ser substituido por café ou chá)

::1 pacote de bolachas (ou tostas)

 

Misturar os ingredientes e servir bem quente.

 

[..2003/10/28..]

O mundo é mesmo pequeno...

 

 

[..2003/10/28..]

-"Isso, vindo de ti, surpreende-me."

-"Porquê?"

-"Deixei de ser sem quem tu pensas."

-"Eu também já não quero que sejas o que eras antes."

-"Porquê?"

-"Gosto de te surpreender."

 

 

[..2003/10/26..]

Encontrei umas fotos que tirei na máquina digital. São do bar onde trabalhei durante o Verão, o "Café da Praia", na praia da Torreira.

 

[..2003/10/21..]

 

 

 

[..2003/10/20..]

Prefiro quando me dizes que gostas de mim.

O que é que queres?... sou inseguro.

 

[..2003/10/17..]

Educação para a cidadania

Os portugueses precisam de ser educados. Querem ver?

Quantas pessoas em Portugal sabem como funciona a Assembleia da República? Quantas pessoas em Portugal sabem como funciona o processo eleitoral? Quantas pessoas em Portugal sabem distinguir o Estado do Governo? Quantas pessoas em Portugal sabem que ao não pedir recibo em qq compra que façam, estão a pagar um imposto que nunca vai chegar aos cofres do Estado? Quantas pessoas em Portugal sabem ao certo o que é a inflação ou a taxa de juro? Quantas pessoas em Portugal sabem quais são os seus direitos se, por exemplo, forem detidas? Quantas pessoas em Portugal sabem o que é o trabalho de um deputado europeu? Quantas pessoas em Portugal sabem o que é a União Europeia e o que ela significa, para além dos subsídios? Quantas pessoas em Portugal sabem o quais são os 3 poderes basilares de uma democracia? Quantas pessoas em Portugal sabem distinguir o deficit orçamental do défice orçamental?

A lista podia continuar. Tudo isto são noções que fazem parte da vida do país, da nossa vida pública e que das quais se ouve falar todos os dias nos media.

Portugal não sabe nem se faz saber.

 

[..2003/10/12..]

Silêncios embaraçosos. Não os suporto, mas admiro a maneira como estas pausas na conversa definem as relações entre as pessoas.

São eles que definem o grau de intimidade. E se são difíceis de manter, se eles persistem lá, insidiosos, corrosivos, se não conseguirmos acabar com o caracter constrangedor destes silêncios, então não há nada a fazer.

Desenganem-se aqueles que pensam que é a conversar que nos entendemos.

É pela capacidade de sabermos estar calados uns com os outros que vamos estabelecendo, devagarinho, a natureza das nossas relações.

 

[..2003/10/10..]

Já repararam como é difícil cruzarmo-nos várias vezes por dia com uma pessoa, uma daquelas com quem não se tem muita confiança, mas que queremos cumprimentar?

 

[..2003/10/07..]

Irrita-me um pouco o corporativismo dos partidos políticos. Ao menos uma vez gostava de ouvir um deputado, por exemplo, a dizer:

"Sim, ele merece ser demitido. Apesar de ser do meu partido, vejo-me obrigado a dizer que as suas condutas não foram dignas de alguém que exerce um cargo público com aquela responsabilidade política. É um caso claro de incompetência",

em vez do tradicional

"Queremos desde já realçar as elevadas qualidades humanas da pessoa em questão, um homem de grandes capacidades técnicas e científicas, com uma longa carreira reconhecida por todos. Quero prestar a minha homenagem à esta atitude corajosa a à grande dignidade com que assumiu as suas responsabilidades, bla bla bla..."

Grande coisa, assumir responsabilidades. Mas não é para isso que eles lá estão?

 

[..2003/10/06..]

Estou de volta.

A secção de fotos continua na mesma porque tive um percalço com a minha máquina fotográfica. Perdi todas as fotografias que tinha tirado este Verão. Que bom.

 

 

 

 

[..2003/07/02..]

Época de exames... sinto-me com a corda ao pescoço. E os abutres já andam a rondar...

 

NOTA: a partir de agora os comments passam a ser aqui!

[..2003/06/25..]

Acabei de reparar que estou no blogs em pt. Não faço ideia como lá fui parar mas pronto até é engraçado.

Se bem que agora os exames vão tomar muito do meu tempo... a vontade é de facto zero. Custa muito estudar. Mas como pessoa responsável que sou, vou ter que me preparar para umas semaninhas de reclusão! Talvez esteja a exagerar...

O ano está a acabar. Tenho em mente alguns projectos para Setembro que tenho muita vontade de concretizar. E quero reformular e reforçar o blog. Para primeira experiência já não foi mau.

O encerramento para férias só vai ser oficializado mais tarde. Provavelmente, muito mais tarde. Sempre é uma boa desculpa, para fazer um intervalozinho, vir cá mandar um bitaite. Sim porque eu sou daqueles que inventa qualquer coisa para não estudar. Limpar a casa, arrumar as estantes, ver as telenovelas da TVI, ver todos os filmes manhocas (que são sempre apresentados como "o melhor filme de acção dos anos noventa") que dão às 3 da manhã em todos os canais. Sim, durante a época de exames o Chuck Norris e o Charles Bronson elevam-se à categoria de ídolos! Ver a paisagem, sair para lanchar, organizar os CD's... a lista é interminável.

Mas calma, ainda faltam os exames.Força de vontade. É preciso muita.

 

[..2003/06/24..]

No S. João o que eu mais gosto é do fenómeno martelada.

É impossível não andar com um martelo. Se não se trouxer um de casa, mesmo sendo uma decisão consciente, do género "odeio-aquele-barulho-e-recuso-me-a-participar-naquela-palhaçada", não se consegue resistir. Mal saimos à rua levamos com umas 30 marteladas por minuto e claro, sem martelo na mão para dar a resposta adequada, fica-se triste. E só se leva. Não se dá a martelada que se impõe.

E os postos de venda de martelos (porque não, para o ano, criar um franchising específico para o S. João, chamado talvez "McMartelo"?) estão em todo o lado, em todas as ruas, em todas as esquinas, em qualquer passeio onde haja um cm2 de espaço para a montra de martelos. Vamos andando, vamos observando e vamos resistindo. Mas as marteladas sentem-se cada vez mais fortes, cada vez mais intensas. Cada uma daquelas pancadas vai batendo como uma bomba relógio nos últimos segundos. Só se leva e não se dá, só se leva e não se dá, só se leva e não se dá... E um martelo, ali à mão, em cada esquina, em troca de uns míseros euros...

E pronto. Já está. Sem se dar por ela já temos um martelo na mão. E aí é que começa a verdadeira festa. É um tal distribuir marteladas como se não houvesse amanhã! Martelaaaaaaaar!!!!!!! O único objectivo passa a ser dar o maior número de marteladas por minuto. Como uma ressaca automática: ter um martelo e não martelar, começa a doer a mão.

E é um processo de libertação, toda a gente se vinga das frustrações acumuladas ao longo do ano. Mais uma martelada, mais um problema esquecido.

Mas a noite tem que acabar e ao fim de três milhões de marteladas, vamos para casa. Eu pus o meu no lixo. Estava cansado de marteladas. Adeus S. João. Adeus martelo, acho que não vou ter saudades tuas.

 

[..2003/06/24..]

Um amigo meu disse que no meu blog não se passava nada. Mas também é fácil, como em muitos outros blogs, fazer referências a terceiros (outros blogs, poetas, escritores, artistas). Isso todos fazem.

Eu prefiro dizer apenas o que me apetece.

Para links e citações já bastam os outros.

[..2003/06/17..]

Peço desculpa a todos (poucos...) que me vão visitando. Tenho andado atarefado e cansado.

 

Só tenho vontade de mergulhar num som e ficar para ali, a flutuar, a envolver-te, a tocar-te. Transportar-te para outro tempo.

Gosto de olhar o mundo de cima. Contemplar. E constatar, com uma angústia apertada, que realmente não valemos grande coisa.

 

[..2003/05/24..]

Tenho esperança que um dia ir dormir não signifique apenas que mais um dia passou.

[..2003/05/13..]

Decidi não mudar nada do blog enquanto não tiver pelo menos um comment. Mas por outro lado, há algo de cobarde em mim que tem medo de falar nele, de sequer dizer que ele existe. Fiz uma pequena alusão no cedofeita mas acho que quase ninguém se mostrou muito interessado.

É engraçado falar sabendo que ninguém me ouve...

Já não é muito engraçado continuar a falar sabendo que ninguém continua a não me ouvir...

Quero que toda gente me ouça e tenho medo que ninguém me queira ouvir.

Quero falar e tenho medo de me fazer ouvir.

 

Ainda bem que as palavras são apenas palavras.

 

[..2003/05/09..]

Tenta saber primeiro saber quem realmente confia em ti. Só depois poderás saber em quem confiar. Contudo, para os outros poderem confiar em ti precisam saber se tu confias neles.

Entretanto, não desistas.

[..2003/04/26..]

A luz era amarela, quente, e não deixava ver nada daquilo que não nos interessava. As sombras deram-me a certeza que nós estávamos lá.

Tu dormias, indiferente.

Que bom sentir-te entre a vontade de nada e a certeza de querer tudo. Entre o fugir e o conquistar. Entre a dúvida e a coragem. Entre a dureza e a emoção. Entre a reticência e a entrega. Entre o deixar de ser e o voltar a ter.

Ter-te ali. Ali onde tudo o que faz sentido não deixa de cheirar a loucura. Ali onde todos os desvios têm apenas um destino. Ali onde a memória assegura a vontade de amanhã.

Que bom seres tu.

Não quero nada a não ser estar aí também.

 

[..2003/04/11..]

Tenho andado a tentar começar alguma coisa. Mas não consigo nunca iniciar esse processo de iniciação daquilo que pretendo iniciar. Nunca sei por onde começar. Talvez o melhor será começar pelo princípio. Não será mal pensado, o problema é que não sabendo o que começar, muito menos saberei qual será o princípio desse algo que desejo iniciar. Então e se deixar de tentar de começar, já que nunca consigo chegar ao princípio? Nada feito. Aí é que jamais irei concretizar o objectivo de alcançar o início.

O melhor é recomeçar .

 

[..2003/03/24..] 

Conhecemos melhor os que nos são mais próximos, do que a nós mesmos.

Tens dúvidas?

Então é porque tenho razão.

 

[..2003/03/24..]

O tempo é sufocante.

Aquilo que eram memórias bem divididas em dias, ou mesmo horas, começam a ficar selectivamente cada vez mais reduzidas. A casas decimais do tempo vão sendo cada vez menos. Aquilo que tinha acontecido àquela hora, naquele dia, passa a ter acontecido naquele dia, daquele mês; aquilo que aconteceu naquele mês, só é identificável no tempo se tiver referência desse Verão, ou desse ano lectivo, por exemplo. Quanto mais o tempo avança, mais pequeno vai ficando.

Ou se calhar - ainda pior - fica do mesmo tamanho e, com o acumular de vivências, obriga a uma selecção cada vez mais rigorosa de memórias. Quantos sons, quantos cheiros, quantos olhares não se vão perdendo...

Se tivesse o poder de controlar a memória, governaria com mão-de-ferro. Através de um rigoroso processo de selecção, guardaria o mais importante. Escolha difícil, eu sei. Que critérios utilizar? Como desempatar memórias que, à luz dos critérios escolhidos, teriam a mesma posição na escala de importância? O que é que ficaria logo eliminado à partida? O que é que seria automaticamente elevado categoria de suficientemente importante? Prefiro nem tentar. Acho que seria infinitamente mais difícil ter a consciência desse processo, ter que passar pelo sofrimento da escolha definitiva entre diferentes memórias.

Do outro lado está o futuro. Que é cada também vez mais curto. Segundo a segundo, pulsação a pulsação, cada vez mais próximos do trágico final.

Para trás, o tempo comprime-se. Para a frente, o tempo reduz-se.

No meio estamos nós.

 

[..2003/03/23..]

Não sei se costumas reparar nos sons vagos que te envolvem, que te amparam ao longo dos teus dias. Mas tenho a certeza que o silêncio nunca passa despercebido.

 

[..2003/03/21..]

Lembras-te desse dia? Eu não. Mas ambos sabemos que tudo aconteceu.

 

[..2003/03/17..]

Cada um dos nossos dias é como um voto. Parece diluído no meio de todos os outros, mas só lhe damos o devido valor, só nos apercebemos da sua verdadeira importância, quando perdemos as eleições por um.

 

[..2003/03/16..]

Todos nós somos egoístas e interesseiros. Mesmo quando estamos a pensar nos outros ou a fazer algo por alguém. No limite, o objectivo é sempre sentirmo-nos bem perante os outros ou perante a nossa própria consciência.

 

[..2003/03/09..]

Parece sempre que tudo o que se passa à nossa volta não muda. Todos avançam, firmes e determinados, perseguindo os seus objectivos, mas nada muda. E eu vejo-me como não fazendo parte dessa massa compacta que caminha, seja em que direcção for, prosseguindo com a tentativa esforçada de chegar à meta. Mas também tenho a certeza que eles, os outros que compõem o desfile, sentem o mesmo. Pelo menos aqueles que param para olhar.

Cada um de nós é sempre "eles", "os outros" aos olhos de quem observa. Cada um de nós desfila e sujeita-se a aval dos demais.

Todos nós nos queremos distinguir e fazêmo-lo apontando defeitos e qualidades, debitando opiniões elogiosas ou despeitadas, até sobre quem não fazemos a mínima ideia de quem seja. Todos nós nos julgamos um caso à parte, ora por nos considerarmos melhores ora por nos rebaixarmos perante a evidência de sermos piores.

E é aqui que reside o inexplicável mistério da nossa existência: queremos ser diferentes, exigimos a nós próprios e a quem nos rodeia a afirmação da nossa individualidade mas, em paradoxo, somos irremediavelmente atraídos e empurrados para participar nessa parada gigantesca que é o nosso quotidiano. Somos simultaneamente actores e espectadores de um espectáculo que, sendo renovável nos seus protagonistas, é definitivamente interminável.

[..2003/03/03..]

Não há nada pior do que perder. Não digo perder em alguma competição ou noutra rivalidade. Refiro-me ao perder, ao ficar sem algo que antes se tinha, se guardava, se vivia, se sentia.

E a morte é a definição derradeira do perder. A morte significa o deixar de ter tudo: os sentidos, as emoções, a força. Deixar de ter o calor. Quando alguém morre, sofremos a perda e é por isso que o luto é um acto eminientemente egoísta. Não sofremos por quem desapareceu, mas sim pela falta que nos vai fazer, pelas saudades que nos vão dilacerando, pelo vazio que fica e que nunca mais ninguém vai preencher da mesma maneira. Fica uma raiva frustrada e um querer impotente. Fica, irremediavelmente, o perder. Infelizmente, a vida é uma guerra condenada à derrota. Só nos resta tentar ganhar o maior número de batalhas possível.

É por isso que discordo de Vergílio Ferreira, quando diz que a coragem se mede pelo medo que o nosso adversário nos faz sentir. Eu acho que a coragem se mede por aquilo que o nosso adversário nos pode fazer perder. Ou por aquilo que nós estamos dispostos a perder. Acima de tudo, queremos sempre garantir aquilo que temos. É claro que por vezes estamos dispostos a heróicos sacrifícios... aliás, a palavra sacrificar tem uma forte carga de sentimento de perda. Quem mais sacrifica, é quem mais tem a perder. No limite, quem não tem nada a perder, nada sacrifica, e por isso é o mais corajoso. O mesmo se passa com o medo. Aquilo que mais nos provoca medo, é aquilo que nos leva a arriscar a perder mais. Haverá alguma coisa que nos assuste mais, do quer perder a vida?

Não há nada pior do que o perder.

 

[..2002/12/06..]

Eu não consigo imaginar nada para além do fim. Tu consegues? Para além da humanidade desaparecer, depois do último homem cair perante a evidência brutal de que tudo, incluindo nós, acaba?

Eu nem sequer consigo imaginar o próprio final. Quer dizer, não consigo pensar em mais nada a não ser em algo ao estilo de Hollywood, com as imagens de uma catástrofe, num grande plano de alguém esfarrapado e com a cara ensanguentada, de olhos arregalados a olhar para o seu carrasco, seja ele qual for.

O mundo não faz sentido sem o homem. E Deus? Esse então é que perderia toda a sua influência... sem ninguém para acreditar nele, sem ninguém para lhe dar importância. Depois do fim, a divindade terá algum cabimento? Conseguimos, ou pelo menos muitos conseguem, conceber um Deus, seja ele de que índole for, existente antes do homem surgir, antes dos animais surgirem, antes de a própria natureza, ou o conceito que criamos para a interpretar e representar, entrar em cena. Ou seja, antes de tudo. No nada.

Mas e depois? Agora já está tudo criado, tudo já existe, Deus supostamente já fez nascer tudo e, ao fazê-lo, definiu já todas as regras. Quando o homem desaparecer, não importa quando, que vai fazer Deus? Limitar-se a gerir a vida dos animais e das plantas? Semear umas tempestades ou umas secas só para dar trabalho à fauna e à flora? E estes, vão preocupar-se e angustiar-se com a sua existência, com a sua condição - a condição animal ou vegetal!- e o seu papel no universo? Alguma vez se terão preocupado?

Somos apenas circunstâncias, como o são o cão, o girassol, ou os dinossauros. Nascemos, desenvolvemo-nos e com toda a certeza iremos perecer enquanto humanidade. E aí, Deus vai finalmente perder todo o seu significado e voltar a reduzir-se à inexistência vigente anteriormente. Sim ,antes de algum iluminado ter inventado que precisamos da ajuda de algo superior para conseguir sobreviver.

E o tempo continuará a correr, impávido e indiferente, até que um dia tudo -mas tudo mesmo- acabe. Até ao nada. E do nada voltar a baralhar e dar de novo. Até ao tudo, novamente.